Ruminando a vida

Gostar de alguém é um exercício de paciência.

Não com o outro, mas com você mesmo.

Você quer ver, quer tocar, quer estar junto o tempo todo. Mas precisa se acalmar, ser paciente, por que o outro nem sempre está disponível, nem sempre é acessível, ou como no meu caso, nem sempre mora perto.

Você quer namorar, noivar e casar. Mas nem sempre é a hora certa, por que tudo é muito novo, ou tudo é muito complicado, ou porque os dois precisam resolver muita coisa antes de dar um passo importante.

Você quer que as amigas dele vão para a pqp. Mas é preciso conhecê-la, é preciso entender o relacionamento que eles têm, e se existe um real perigo ali.

Realmente, é preciso paciência.

Infelizmente eu tenho muito pouca. E mais infelizmente ainda essa falta de paciência sempre me prejudica.

Prejudicou o meu primeiro relacionamento.

No meu primeiro relacionamento… eu me sinto um pouco constrangida de falar sobre ele. Por quê?

Porque eu fui uma vaca.

Pode parecer um pouco extremo, mas o modo como eu vinha me comportando nos últimos meses que antecederam ao fim, e o modo como eu terminei (por sms), não foram nada legais.

Eu me arrependo muito disso. E tudo isso foi causado pela minha falta de paciência. Eu projetei e planejei tantas coisas, e não dei tempo suficiente para ele que pudesse fazer alguma coisa, nem mesmo para que eu pudesse fazer alguma coisa. Eu tive tantas expectativas. Eu mudava de ideia constantemente para atender as minhas expectativas e as dele. Mas não soube esperar pela realização de nenhuma delas. Conclusão: ele foi ficando irritado comigo, mesmo me amando, e eu fui me desiludindo.

Bom, quando eu terminei eu ainda gostava muito dele. Mas eu tive a vergonha na cara de perceber que eu estava sendo ruim para ele, e da forma que estava eu só faria ele infeliz, eu brigaria mais ainda com ele.

Preferi ser a vilã.

Quando a gente gosta não é fácil terminar. Eu tentei algumas vezes, mas eu não conseguia. Então fiz a pior coisa que podia fazer: mandei um sms dizendo que não amava mais ele.

Hoje ele tem raiva de mim (ele está certo).

Mas eu posso ter certeza de que ele está melhor sem o peso de uma namorada problemática e impaciente.

Agora eu recomecei.

Não é fácil abrir o coração para outro alguém. Mas eu consegui.

Me sinto bem por isso.

E cada dia é um exercício de paciência.

Eu tenho de controlar minhas expectativas, meus desejos, minha imaginação, minhas vontades. Eu não posso modificar minha vida toda rápido por causa de um sentimento que é intenso agora.

É preciso paciência para entender o que se sente. E para reconhecer não só se o outro tem capacidade de te fazer feliz, mas se você também é capaz de fazer o outro feliz.

Eu preciso de mais paciência. Esperar. Fazer tudo com calma. Observar onde errei.

Se perdoar por erros do passado também é um exercício de paciência.

Eu não vou esquecer tão fácil que eu fui uma vaca (tadinha da vaca), mas com paciência eu posso aprender a me perdoar, e talvez esquecer.

Não se apaga o passado, mas se aprende com ele.

Aprender é um exercício de paciência.

Na escola da vida existem matérias fáceis e difíceis. É preciso calma e atenção. Analisar o contexto, o texto, os sons. Ouvir a razão, por que o coração é um cara muito afoito, vive em ritmo acelerado e só mete os pés pelas mãos.

Eu amo meu namorado atual. Eu amava meu namorado antigo. Só preciso ter paciência para me amar um pouco mais.

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