Poema de amor n°3

Como a luz
que brilha na escuridão.
Como a noite
que escurece a visão.

O que mais é o amor?

Para cada pessoa,
Para cada poeta,
Para cada amante,
Em cada verso brega.

Quem pode descrever?

Vão dizer que foi assim
Que era, é, e vai ser.
Que doeu,
que salvou,
que foi legai,
que foi,
e não vai mais ser (graças a Deus)

Eu digo que é
E está sendo
Com muitos gerúndios posso dizer:
‘Que vai estar sendo melhor’.
Com muita redundância posso dizer,
por experiência:
‘que vai estar sendo melhor e mais bom’.
E faz bem.

E quando não fizer?

Para isso existem outros poemas.

– Lívia Catarina (LívCat) –

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MEA CVLPA

Foi tudo um erro.
Começou assim,
algo com palavras que viraram sentimentos.
Foi tudo um erro.
Terminou assim,
com poucas palavras vazias de sentimentos.

Se não havia amor ,
era mentira.
Se não havia respeito,
era verdade.
Se havia igualdade,
era mentira.
Se havia brigas
era verdade.

Mas nada era tão verdadeiro
do que o sentíamos quando estávamos juntos.
Mas nada era tão doce
quanto o amor que você me fazia sentir.
Nada era tão amargo
quanto seu desprezo.

Não me desprezou,
menosprezou.
Não mentiu,
sentiu.

Só eu mentia,
mas nunca para você.
Só chorava,
e sempre por você.
Só era amada,
mas não pude amar.

O que viveu foi a lembrança.
O que morreu foi a esperança.
O que ficou foi vazio.
O que foi…
foi.

Mas o medo não foi,

medo de amar,
medo de mentir,
medo de aceitar,
medo de tentar,
medo de ser,
medo de mim,
medo de você,

O medo criou seu ódio,

ódio do que eu era,
ódio do que eu fazia,
ódio do que eu não fazia,
ódio de mim.

Enquanto esse ódio viver
eu ainda vou saber
que fui algo para alguém
e ainda vai doer.

Mais do que doía antes
mais do que dói agora.
De tudo que podia ser antes
e por tudo que se tornou agora.

Enquanto esse ódio viver
eu ainda vou saber,
de cada momento bom,
de cada sorriso,
de cada abraço,
e de todos os beijos.

Por que eu não consigo esquecer?
Porque tudo me faz lembrar.

As ofensas,
lágrimas,
palavras ásperas,
noites sem dormir,
incerteza,
todos os nãos,
todas as brigas,
todos os perdões,
todos os erros.

Foi tudo um erro de poucas palavras.
e quem mais se machucou?
Só o tempo vai dizer.
E quem seguiu em frente?

Se todos nós seguimos
Vamos esquecer.

Foi tudo um erro.
Começou assim,
algo com palavras que viraram sentimentos.
Foi tudo um erro.
Terminou assim,
com poucas palavras vazias de sentimentos.

-Lívia Catarina (LívCat)-

Será que as vidas das pessoas podem ser mais do que as vidas de outras pessoas?

“Alô? Aqui é da base terrestre. Chamando desocupados… Desocupados na escuta?”

Será que as vidas das pessoas podem ser mais do que as vidas de outras pessoas?

Quando se assiste o Treta News (descobri recentemente o canal, coisa de um mês) no youtube, descobre-se que a combinação “adolescente ou/e ‘young adults’ + ‘admirer-celebrity'” trouxeram as tretas de escola para dentro das nossas vidas (mesmo para quem já saiu da vida escolar).
Reparem que na época pré rede sociais, as intrigas se reduziam a hora do recreio e talvez a um grupo de 3 ou 4 amigos que se reunia depois das aulas para se divertirem juntos. A fofoca e ameaças eram via telefone (que era limitado pelos pais) ou via bilhetinho, e leva e trás.
Hoje temos briguinhas infantis ao vivo, 24h, com comentários ilimitados, e ameaças pronta entrega. Temos até perseguição delivery (vide caso do Bluezão).
Um youtuber fala mal do outro, dá um opinião tosca, ou simplesmente é mal interpretado e pronto… nasce uma guerra de uns 3 dias que vai ter no mínimo 500 ou mais pessoas ativas com comentários em várias redes sociais, e mais outras centenas ou milhões de espectadores, se julgarmos o número de inscritos de alguns. Quando é que acaba a infância?
Engraçado? Muito.
Triste? Também.
Você tenta sair do colegial, mas o colegial não sai de você.

Ok, você pode escolher não se envolver, ver, ou saber de nada disso… mas vai haver sempre um encontro de amigos (presencial ou virtual) onde alguém vai citar alguma treta para puxar conversa, e rola aquela mesa redonda, que começa em como a treta é ridícula e termina em como fazer um sanduíche humilde com cara de gourmet seguindo dicas do youtube.
Esse mesmo processo acontece no café da tarde na casa da sua avó. Você não quer saber da sua família, mas aí uma turma começa a falar das merdas ou tretas de algum parente e termina com todo mundo rindo de alguma coisa ou em receita.

Viver em sociedade é muito estranho. O seu desinteresse por alguém alheio a sua existência pode ser tomado como egoísmo (no âmbito familiar) ou falta de informação (nos círculos sociais da internet).
Sua falta de militância em uma causa é um crime maior do que seu sedentarismo e seu ócio criativo é uma vergonha exposta nas fotos de viagens, churrascos e baladas dos seus contatos.

Para mim prevalece a conclusão que eu e minha colega de casa nos tempos de faculdade chegamos:

“Amor é novela. Barraco é vida real”

Agora depois de ler isso vá se exorcizar: Coloque uma música underground, vista-se como se tivesse saído de um filme dos anos 80, coloque seu allstar vermelho, bata seus calcanhares 3 vezes, e diga: “eu não sou igual a vocês, eu não sou igual a vocês, eu não sou igual a vocês”.

Agora que você descobriu que não se encaixa em nada disso, volte para sua TL.

E quem precisa de mais?

Ruminando a vida

Gostar de alguém é um exercício de paciência.

Não com o outro, mas com você mesmo.

Você quer ver, quer tocar, quer estar junto o tempo todo. Mas precisa se acalmar, ser paciente, por que o outro nem sempre está disponível, nem sempre é acessível, ou como no meu caso, nem sempre mora perto.

Você quer namorar, noivar e casar. Mas nem sempre é a hora certa, por que tudo é muito novo, ou tudo é muito complicado, ou porque os dois precisam resolver muita coisa antes de dar um passo importante.

Você quer que as amigas dele vão para a pqp. Mas é preciso conhecê-la, é preciso entender o relacionamento que eles têm, e se existe um real perigo ali.

Realmente, é preciso paciência.

Infelizmente eu tenho muito pouca. E mais infelizmente ainda essa falta de paciência sempre me prejudica.

Prejudicou o meu primeiro relacionamento.

No meu primeiro relacionamento… eu me sinto um pouco constrangida de falar sobre ele. Por quê?

Porque eu fui uma vaca.

Pode parecer um pouco extremo, mas o modo como eu vinha me comportando nos últimos meses que antecederam ao fim, e o modo como eu terminei (por sms), não foram nada legais.

Eu me arrependo muito disso. E tudo isso foi causado pela minha falta de paciência. Eu projetei e planejei tantas coisas, e não dei tempo suficiente para ele que pudesse fazer alguma coisa, nem mesmo para que eu pudesse fazer alguma coisa. Eu tive tantas expectativas. Eu mudava de ideia constantemente para atender as minhas expectativas e as dele. Mas não soube esperar pela realização de nenhuma delas. Conclusão: ele foi ficando irritado comigo, mesmo me amando, e eu fui me desiludindo.

Bom, quando eu terminei eu ainda gostava muito dele. Mas eu tive a vergonha na cara de perceber que eu estava sendo ruim para ele, e da forma que estava eu só faria ele infeliz, eu brigaria mais ainda com ele.

Preferi ser a vilã.

Quando a gente gosta não é fácil terminar. Eu tentei algumas vezes, mas eu não conseguia. Então fiz a pior coisa que podia fazer: mandei um sms dizendo que não amava mais ele.

Hoje ele tem raiva de mim (ele está certo).

Mas eu posso ter certeza de que ele está melhor sem o peso de uma namorada problemática e impaciente.

Agora eu recomecei.

Não é fácil abrir o coração para outro alguém. Mas eu consegui.

Me sinto bem por isso.

E cada dia é um exercício de paciência.

Eu tenho de controlar minhas expectativas, meus desejos, minha imaginação, minhas vontades. Eu não posso modificar minha vida toda rápido por causa de um sentimento que é intenso agora.

É preciso paciência para entender o que se sente. E para reconhecer não só se o outro tem capacidade de te fazer feliz, mas se você também é capaz de fazer o outro feliz.

Eu preciso de mais paciência. Esperar. Fazer tudo com calma. Observar onde errei.

Se perdoar por erros do passado também é um exercício de paciência.

Eu não vou esquecer tão fácil que eu fui uma vaca (tadinha da vaca), mas com paciência eu posso aprender a me perdoar, e talvez esquecer.

Não se apaga o passado, mas se aprende com ele.

Aprender é um exercício de paciência.

Na escola da vida existem matérias fáceis e difíceis. É preciso calma e atenção. Analisar o contexto, o texto, os sons. Ouvir a razão, por que o coração é um cara muito afoito, vive em ritmo acelerado e só mete os pés pelas mãos.

Eu amo meu namorado atual. Eu amava meu namorado antigo. Só preciso ter paciência para me amar um pouco mais.